Furacões sentimentais e sociais

Em outubro de 2017. No mês de desgostos. Eu era um escritor de gaveta apesar de ter meus textos literários publicados em dois livros coletivos. Minhas nadadeiras em um mar de pepinos de diversas naturezas eram perpétuas. Eu estava concentrado no meu doutorado e em outras coisas; praticamente desplugado de minhas ilhas sentimentais e sociais. Aliás, foi um descuido brabo, equivalente a gritos de fome de leão no sentido de ausência de atenção.

A dois dias do seminário voltado pra literatura em que eu ia apresentar meu trabalho, fruto das leituras sobre testemunho e memória literária, recebi dois vídeos da minha namorada: chegou a hora de ficarmos apenas amigos e outros blábláblás referentes ao motivo da sua decisão de decretar o fim do namoro. Foi uma pedra e tanto para mim. Não, uma rocha mesmo. Não tive coragem de responder aos seus vídeos em razão de ter estado concentrado na minha viagem.

Dois dias se passaram, com uma grana bem curta, antes de comprar a passagem ao destino, por onde eu participaria do referido seminário, tive de esperar o sinal verde, para saber se eles iam atender minha solicitação para que eu ficasse por dentro do decorrer das palestras e da roda de trabalhos. Faltavam vinte e cinco minutos pro ônibus que eu pegaria partir. Finalmente chegou o e-mail afirmando a disponibilidade do recurso comunicativo, e fui como Papa-Léguas até a rodoviária. Com a passagem comprada na mão, desci correndo do segundo piso ao box seis em que o ônibus pretendido estava.

Para renovar meu fôlego, cai no sono. Só que não. Durante a estrada, eu trocava vídeos com as intérpretes de Libras pelo Whatsapp com o intuito de contextualizá-las do meu trabalho. A minha apresentação estava marcada para às 16h. Eu estava chegando em Porto Alegre-RS, mas a esta exata hora. Assim que desci do ônibus fui tomar um táxi até a PUC-RS. Quando entrei na PUC-RS, perguntei ao segurança onde ficava o tal prédio em que o seminário estava sendo realizado. Fui correndo pelas escadas até o terceiro andar. Fiquei com a impressão de que fui treinado para escapar de incêndios pela agilidade que eu usei pra subir as escadas. Encontrei a sala, entrei e abri meu notebook. As duas intérpretes de Libras já estavam prontas fazia um tempo. A apresentação do meu trabalho foi realizada com êxito. Houve perguntas pertinentes e elogios em relação à minha pesquisa. O planejamento, mesmo que de alto risco, deu certo. Persistência fazia parte do meu vocabulário. Após a roda de trabalhos fui ao meu hotel. Morto de cansaço. Com uma baita vontade de tomar uma ducha bem gelada.

Sem falar com a minha namorada ainda, com exceção de que postei o registro da minha apresentação no Facebook, para minha mãe ficar tranquila. O porquê de não falar com a minha namorada era tratado com cautela que decidi adotar para não ficar arrependido depois.

No dia seguinte fui ao seminário. Foram três dias acadêmicos. Na minha última noite em Porto Alegre, eu estava sentado na poltrona vendo um filme na tv, e recebi um whatsapp da minha namorada: boa noite, querido. está tudo bem?

Sensibilizado com a sua mensagem, respondi que sim e tal.

Diante de meus problemas amorosos e pessoais, metaforicamente, teve uma luz em minha cabeça, uma ideia. Vinda da minha namorada, por assim dizer de forma indireta.

Praticamente decidido ficar com ela pra sempre, enviei uma resposta pra ela: estou com saudades de ti.

Depois que voltei pra minha cidade logo restabeleci tudo o que estava em desordem. Se não fosse por ela, eu não seria capaz de orquestrar meus problemas. Ela conseguiu acabar com o mês de desgostos. Cumplicidade e determinação se traduzem em sucesso e prosperidade. O negócio de agora em diante era tentar valorizar minha namorada. Tornei-me outra pessoa. Praticamente disposto a alterar meus movimentos cotidianos, dividindo minha atenção com todos, pessoais, profissionais, financeiros, familiares, incluindo a mulher ao meu redor. Antes eu não conseguia dar atenção a ela porque a minha cabeça estava cheia de problemas e tarefas, o que sugeria que eu estivesse desorientado. Graças à luz dada por ela, encontrei uma solução, que muitos não conseguiriam imaginar, para aquela desordem sentimental e social.

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Matar a vaca

Os cabelos molhados pelo banho tomado no hotel – provavelmente o último momento do Poeta Z em terras que falam outra língua – e as cabeças bêbadas (não severamente) pelo vinho de proletário. Já de noite, o ar permanecia seco devido à estação do ano mais chata da Terra, os dois amantes, repletos de dúvidas quanto ao seu futuro, decidiram silenciar a fome e foram a uma pizzaria. Uma pizza média de marguerita e duas latas de coca-cola. Pedido anotado. O império da vaca amarela tomava os dois amantes. A lua cheia, as ruas sendo preenchidas por transeuntes para que não parecessem desertas e poucos postes de luz no calçadão comercial garantiam a pizzaria em que o casal estava como uma boa localização em termos de segurança e acesso. Faltavam duas horas pro Poeta Z partir. Enquanto isso, a mulher procurava em sua mente solução para poder fazer ele mudar de ideia. Tenho algo para ti – ele tirava da sua mochila – e acredito que possa te fazer enxergar melhor a hipocrisia desse mundo e separar a ficção da realidade. Um livro. Não daqueles de romance policial ou algo do gênero que entretinha cabeças de léguas problemáticas. Dum sociólogo. Polonês e radicado na Inglaterra. Já nas mãos femininas. Tenho que ler livros assim diante da crise que estamos tendo? Não tenho saco para isso enquanto não houver solução entre a gente. Por que não dá pra mulher mais intelectual que eu? Não sei se vou ler esse livro, já que é bem denso pela classe de palavras técnicas. Ela decidiu ficar com o livro e deixou claro pra ele que não se sabe quando vai lê-lo, traduzidos mentalmente na cabeça do Poeta Z: será colocado entre outros aparentemente abandonados na prateleira distante. A pizza chegou. E duas latas de coca-cola. Com isso os dois amantes ganhavam magnésio. As coisas em suas cabeças ficaram claras. Nesse sentido eles entenderam que o momento que estavam vivendo seria o último deles juntos. O livro que Poeta Z havia dado à mulher era uma espécie de matar a vaca seguindo os termos taoistas. O problema (passageiro, por favor) era que ela não entendeu o propósito do livro. As pessoas dela mais próximas não dançavam com o mundo selvagem tampouco o real e achavam que não seria preciso enfrentar o mundo selvagem – em que estamos. Poeta Z ainda botava a fé de que ela vai matar a vaca um dia. Antes de partir, ao chegarem à casa dela, ele se despedia da cachorra peluda, cuja cega exibia sua sensibilidade extrema.  

Torpedo imperceptível

O jovem chamado Carlos, natural de Candelária, no entanto, vivia na região metropolitana no Rio Grande do Sul, que era formado em jornalismo e atualmente trabalhava numa revista relacionada com a sustentabilidade. Segundo os amigos dele, ele sempre foi tímido com mulheres, mas ao contrário dos que eles pensavam: Ele sempre se dava bem com as mulheres casadas e até teve casos com algumas, ou melhor, a maioria que estava com problemas com a vida conjugal. Ao tomar cuidado para que não vacilasse o jovem sempre corrobava se o marido não estivesse, claro, por intermédio do torpedo, antes de iniciar a conversa caliente com alguma mulher. Não que ele desejasse humilhar a vida de marido, sim era animar sentimentalmente até intimamente a mulher, considerado uma das tarefas do próprio jovem. Mas, ao fugir do rótulo de vilão, ele sempre foi decente em relação íntima. O objetivo dele, como sempre, era dar alegrias sexuais às mulheres que os maridos não conseguiam fazer do jeito como o jovem fazia. Até fazer com que o casamento volte (raramente devidamente a questões de incompatibilidade ideológica) ao normal como era antes. Nesta relação não existia uma profissão específica, no entanto, o jovem não pensava a respeito, pois ele preferia amor e carinho a esse tipo de função, por objetivo de diminuir a carência. Ao fazer ligações telefônicas, o jovem, a esperteza era uma das suas principais características, optava por envio de torpedos porque não reconheceriam, ou seja, não teriam como reconhecer o autor do torpedo. O torpedo sempre fora apagado após lido por questões de segurança e não perturbar a vida do marido. Para ele, ter relacionamento discreto com mulher casada gerava amadurecimento à vida amorosa, pois ele e mulher casada ambos buscavam compreensão em relação ao significado de amor e carinho. A situação lamentável era a maioria que pensava que o casamento significava uma constituição familiar, mas foi enganada pelo avesso significativo. Tecnicamente, a maioria demorava pra perceber que o amor era outra coisa, ou seja, outro sentido para que o casamento fosse prolongado. O seu celular tocava e foi atendido: torpedo recebido sem identificação – a mulher decidiu não nomear o seu amante por questões de segurança. O que o jovem Carlos dizia no torpedo: Oi, amor. Tudo bem? Estou deitado na cama e você. Pode me dizer a cor de sua calcinha que você está usando? O seu marido está aí? Beijos! Antes de iniciar a conversa, a mulher, que se chamava Sabrina, era advogada, foi vasculhar se o marido estivesse ou não. Ele não estava, foi ao bar tomar umas cervejas com os amigos dele, lembrava-se a mulher após procurar. Ela estava no quarto e apenas de lingerie e pudesse responder ao torpedo enviado por jovem com maior tranqüilidade: Oi, meu amor. Eu também estou no meu quarto, quanta coincidência. Risos! Hummm! Adivinha! Adivinha! O meu marido não está aqui e foi ao bar tomar cervejas com os colegas do trabalho. Ainda bem! Porque não agüento mais ouvir as reclamações dele por não fazer amor com ele há quase cinco meses. E você? Tudo bem? Beijos! O torpedo foi enviado. Quando ele chegou no celular do jovem e tocou dando vibrações (ele colocou o status silencioso para que ninguém não percebesse ou escutasse). Torpedo recebido. Ele imaginava que era da Sabrina, pois eles concordavam que trocavam torpedos quando estiverem sozinhos (especialmente longe do marido dela) para evitar problemas. Poucos minutos depois, o outro torpedo chegou pela Sabrina: Amor! Vamos parar de trocar torpedos porque o meu marido chegou! Boa noite! Bons sonhos! Sonhe comigo! Beijos! Beijos! E o jovem respondia apertando nas teclas imediatamente antes que o marido alcançasse a ela: Ok! Boa noite! Bons sonhos! Sonho contigo sim! Beijos! Feito. Espero que ele chegue a ser lido a tempo, ou seja, antes da aproximação do marido, pensava o jovem que estava indo para o banheiro escovar os dentes antes de se atirar na cama. Ele morava sozinho num apê que tinha poucos espaços. Mas levava uma vida tranquila e não pensava em casamento (pois ele já via muitos casamentos entrando em declínio e muitas brigas judiciais). No dia seguinte, ou seja, na noite seguinte, via torpedo a Sabrina contava ao jovem que foi pressionada pelo marido, por apelação sexual. Ela não tinha mais forças para se defender e abria as pernas a ele antes que ele descobrisse sobre nós porque era a única saída que ela tinha para proteger os amantes dele, pois ela se entusiasmava quando conversava com o jovem. Ele não parava de rogar no meio da discussão. Mas Carlos não sentia raiva da maneira como o marido humilhava a Sabrina porque não pôde fazer porque estava tendo “relacionamento oculto” com ela, ou seja, eles faziam algo que os amigos e familiares não pudessem saber. Era um assunto muito austero. Entretanto, ele sentia pena dela por não resistir mais à pressão do marido ciumento. Compressível e ciente do acontecimento, ele mandava um torpedo a ela: Entendo. Realmente era a única saída que você encontrou. Tenho que fazer uma pergunta íntima: como foi aquele lance?  A resposta dela foi simples, porém forte: Horrível! Você não imagina como foi o lance! É horrível fazer amor sem vontade! É como se eu fosse uma escrava! Calado, o jovem decidia amenizar ela: Relaxa. A partir de agora, imagina que nós estamos fazendo amor. Assim vai esquecer-se de tudo que te abalou ontem. Vou trabalhar. Beijos! Veio a resposta: Ok. Vou imaginar. Muito obrigado pelo carinho! Bom trabalho! Adoro você! Beijos! Beijos! O jovem trabalhava e pensava em Sabrina ao mesmo tempo. Não resisto mais e devo convidar ela para jantar a fim de minimizar a situação dela, pensava o jovem. O bairro em que ela morava ficava muito distante da zona central e não tinha condições de ir até lá, pois o carro era do marido não dela. A casa dela é grande e bonita, conforme o jovem considerava, como uma armadilha tanto para ela quanto para o marido dela por questões de deter os direitos dos bens por eles se casarem civilmente, lamentava o jovem ao ver a Sabrina errar ao se unir com ele sem pensar duas vezes, ou melhor, ignorar a ideia de primeiro conhecer melhor o rapaz. Cometer o erro faz parte, inclusive eu, admitia o jovem que havia cometido vários erros no passado por falta de amadurecimento. Ao menos foi uma lição de vida para mim, ou melhor, para mim e Sabrina, mais uma vez admitia o jovem. A vagina dela deve estar machucada por causa do ataque do marido dela, imaginava o jovem ao se dirigir ao bar para tomar uma bohemia. Três noites depois, o marido dela foi viajar a negócios, os amantes secretos voltavam a trocar torpedos: vamos pro motel, meu coração?, perguntava a Sabrina. Resposta: Sim! A gente se encontra no mesmo local em uma hora. Vou me arrumar. Te adoro de montão. Eles se cruzavam discretamente no local combinado no qual eles sempre se  embutiam para que ninguém não os visse e foram diretamente ao quarto (o jovem havia reservado no motel antes de se encontrar com a Sabrina). Nus, os peitos da Sabrina eram macios e pareciam creme de sorvete, observava o jovem sentado na cama. Por vez da Sabrina que acabava de sair do banheiro, o corpo do jovem uma carne bovina. A vagina suava e o pênis ficava duro ao mesmo tempo devido à alta ereção por eles não fazerem amor fazia um mês depois que o marido dela passava a desconfiar. Abraçados, rolando lado a lado, completamente penetrados. A vagina enfim permitia a entrada do órgão masculino depois de ser acariciada lentamente até que ficasse mole, ou seja, que se abrisse. A cabeça do pênis se esquentava cada vez mais.   Os corpos colados ficavam suados devido à alta temperatura. Dois estavam protegidos pelo preservativo. O risco estava fora do alcance deles. A gota do suor escorregando-se pelas costas da mulher. Por muito tempo eles abraçavam juntos. Ejacule! Rogava a Sabrina. O quê? Perguntava o jovem, sem entender o que ela quis dizer. Ejacule! Novamente implorava ela. Está dizendo que eu tire o preservativo? Sim! Respondia a Sabrina. Haveria risco? Indagava o jovem. Não! Eu tomo pílulas anticoncepcionais. Sem preservativo, eles começavam a se abraçar forçosamente. Gritos de excitação. Depois do lance, eles foram tomar banho juntos para não provocar atraso – o marido dela ia chegar de viagem em duas horas e ela tinha de voltar pra casa antes dele para evitar a outra confusão. Meu amor, foi maravilhoso ter feito sexualmente contigo, dizia a Sabrina que estava se despedindo do jovem. Vou avisando, a partir de hoje, eu decidi que não vou fazer mais amor com o meu marido. Sabe o porquê? Porque ele vive fazendo amor violentamente comigo. Não consigo me afastar dele na hora do amor porque ele é muito forte, meu coração. Você comigo fazer amor é mil maravilhas! Garantia a Sabrina. Eles se despediam de forma  lamentável. O jovem foi caminhar a pé em direção ao seu apartamento, no entanto, feliz pensando: trocar torpedos é uma questão bacana. Os maridos que maltratam as mulheres vão perder, vão ver., ria sozinho o jovem enquanto perambulava pelas ruas escuras. O torpedo é mais imperceptível, analisava o jovem se dirigindo ao seu apartamento.

Nada de relações carnais há oito meses

 Quando chegou a meia noite, o casal que mantinha o relacionamento estável havia dezoito anos completou oito meses sem fazer amor, a partir da decisão da esposa por não agüentar os ciúmes expostos do marido. Ela só ia ceder as suas pernas se o marido não se enciumasse mais de nenhuma questão, no entanto, reconhecia que o marido não conseguiria cumprir a proposta dela. Ainda assim eles dormiam na mesma cama juntos, ou seja, na cama casal porque não havia outro espaço para o marido dormir, pois o tamanho da casa deles era pequeno e tinha poucos espaços, ou seja, apenas três peças: quarto, banheiro e cozinha/sala em mesma peça.

 Apesar disso, a situação financeira deles era estável. Eles costumavam gastar em questões alimentarias e culturais com o que recebiam.  Da maneira como a esposa se relacionava com o seu marido desde que decidiu não fazer relações carnais com ele, por incrível que parecesse, não apresentava mudanças sentimentais desde que eles se casaram. Eles se amavam cada vez mais a cada momento enquanto mesmo sem relações sexuais. Em questões internas a esposa sempre procurava se prevenir diante do marido em casos íntimos, por exemplo, sempre trancava a porta do banheiro quando ia tomar banho para não ser estuprada ou algo assim.

 A outra prevenção dela para que o marido ficasse menos excitado: transar com as garotas de programa, porém, indicadas por própria esposa por questões de privacidade. Sentimentalmente, transar com prostituta e fazer relações sexuais com a sua esposa eram diferentes, pelo carinho e por amar a esposa que o deixara mais excitado quando fossem se relacionar sexualmente. Todavia, o clima entre a esposa e o marido começava a ficar cada vez mais excitante. Querida, a meia noite já passou, nós completamos oito meses sem fazer amor, disse o marido, ainda excitado, cheio de esperanças. E daí? Se você está com vontade de transar, vá pegar uma dessas putas, ordenava a esposa exausta psicologicamente por ser acordada várias vezes por desesperado sentimental dele.

 Eu só consigo fazer confortavelmente contigo porque eu a amo, esclareceu o marido, esperançoso. Mas não adiantava. A sua declaração de amor não foi suficiente para convencê-la. A sua mulher voltou a dormir. Tirou a mão do marido da sua calcinha a fim de acariciar a vagina e deixar a esposa excitada. A sua calcinha de seda era rosa e capaz de atrair homens. E o marido também voltou a dormir, excitado. Na noite seguinte a mesma tentativa. Nada.

 Na outra, sem sucesso. O marido tivera uma ideia diabólica, que seria que iria conduzir o pau à vagina enquanto ela dormia, mas, havia uma limitação caso fizesse, ela poderia decidir que não iria fazer mais amor. É melhor não porque isso significa uma espécie de estupro, refletia o marido que lutava contra a ereção. Oito meses e três dias. Oito meses e oito dias. A esposa continuava dormindo seminua desde a sua resolução de não fazer amor, deixando o marido excitado que resistia à abstinência sexual. O marido deitado na frente da esposa na cama olhava as nádegas extremamente macias sem sinal de celulites, pois ela sabia cuidar do seu corpo. O seu corpo era lindo. Obviamente, ela sempre dava essência à sua beleza. A sua pele era branca e o seu cabelo liso, castanho.

Ele imaginava que ele e a sua esposa fizessem amor intensamente tipo explosão sexual. Ele se filosofava enquanto olhava atentamente o lindo corpo da esposa na sua frente como se estivesse estudando o corpo humano: fazer amor é como matar a depressão sentimental e que seja feito o ato. Seja feito o ato! Muito tempo sem fazer relações carnais deixa de certa forma os parceiros em agonia. Sem relações sexuais, pensava ele, significava um insulto às deusas gregas. Afinal, a minha sensação de que a sua esposa estaria excitada, porém discretamente é quase certa porque não havia como se desligar da vida sexual, no meu entendimento, a questão de fazer amor é o remédio contra o estresse e essas coisas assim, refletia o marido.

O pior é que eu sempre disse no meu trabalho aos meus colegas que eu e a minha esposa estamos ótimos. Detesto mentiras, mas tenho que fazer uma para que não rissem de mim por não me relacionar sexualmente com a minha esposa há oito meses, lembrava o marido ao fitar os seus olhos no corpo da esposa. São três horas, falava a si mesmo ele quando olhou o seu relógio de pulso, a sua companhia inseparável. Será que devo acordar ela para conversarmos para pôr o fim na ideia de jejum sexual de vez?, o marido se perguntava. Havia possibilidade porque ela não tinha trabalho na manhã seguinte e nem ele. Pois amanhã, ou melhor, hoje, já que estamos na madrugada, é feriado municipal. E não temos nenhum programa para este dia, lembrava o marido.

 Afinal, ele decidiu, em vez de acordá-la, tirar as roupas íntimas da sua esposa. Antes de começar o feito, ele a examinava cuidadosamente para não fazer barulho e chegou à conclusão de que ela realmente estava dormindo feito uma pedra devido ao cansaço, causado pelo trabalho.  O primeiro passo será tirar a camisola de seda dela porque ela não vai sentir sem essa, pois estamos no verão, pensava o marido. Fazia oito meses e oito dias ele não via o corpo dela inteiramente nu, por decisão da esposa para não sofrer algum ataque repentino caso ele estivesse em crise de excitação. Ele começava a arrastar a camisola silenciosamente para que ela não acordasse.

O suor se deslizava pela testa como se a flor estivesse chorando, o marido nervoso, temia que se falhasse, estragaria as suas esperanças. Teve que levantar lentamente os braços da esposa pra cima para que a camisola saísse deles. Pronto. Restava apenas a calcinha – ela não usava sutiã no verão quando ia dormir. Os seios continuavam os mesmos, macios. O marido que fixava os seus olhos no corpo nu com apenas a calcinha exposto. A calcinha foi arrastada suavemente dos quadris até os pés por marido. A cor da calcinha era azul suave, com bolhinhas brancas.

A vagina até está bonita, falava a si próprio o marido depois de tirar a calcinha dos pés. Finalmente, o corpo está nu, bem novo em folha, pois eu não o vejo há oito meses de jejum sexual, contemplava o marido. Ele começava a despir o seu pijama. Deixou o pijama no chão e ele estava completamente nu. Ele ainda lembrava que ela havia lhe dito havia dois meses que parara de tomar pílulas anticoncepcionais porque não tinha com alguém pudesse fazer amor além de mim. Isso é bom principalmente ao menos que ela não tivesse feito amor com outro, pensava o marido ao ver o corpo de sua esposa nu que o deixara louco de ereção.

 O marido era uma pessoa de trinta e poucos anos branca. O seu cabelo era negro. A sua fisionomia lembrava o ator Brando Marloon. Entretanto, o semblante do marido era simpático e o da esposa também era meigo. Ela tinha a mesma idade que ele. Ele passava a mão direita nas costas da sua esposa que lhe pareciam um deserto agradável depois de virar a esposa para contra o travesseiro. A minha mão direita tocava nas costas soava musicalmente da maneira como o passarinho cantava.

Ele começava a acordar, com carinho, a bela adormecida. Os olhos azuis dela se abriam espreguiçosamente. Havia um silêncio repentino entre ele e a esposa.  Voltavam a se falar depois de três minutos de silêncio, em ritmo lento, com o ar romântico. Nossa, estou nua, você me tirou minhas roupas?, perguntava a esposa atônita ao marido. Sim, porque eu não resisto mais ao jejum sexual. Acho que nós deveríamos conversar para começarmos do zero, deixando essas coisas que lhe deixassem perturbada pra trás, replicava firmamente o marido. Você não imagina como estou me sentindo… excitada.

 Na verdade estou assim há oito meses e eu precisava ocultar a minha aparência de você para que eu não perdesse a batalha para você… agora que eu realmente me considero vencida pela sua insistência e por dormir ao seu lado. O pior é que eu sempre imagino que nós nos assalariamos enquanto eu durmo. Não há como eu negasse que tivesse saudades de fazer amor contigo, querido, confessava-se a esposa. Querido., Ela soou maravilhosamente, não conseguia conter as lágrimas. É bom ouvir isso, dizia o marido surpreso ao ouvir querido vindo da boca da esposa que ele não escutara isso fazia oito meses. Querida… – ele tentava consolar a sua esposa – não, você não foi derrotada… nós que fomos derrotados pela saudade. E pela ereção., ele salientava. Ela, depois de ouvir as palavras dóceis do marido, consentiu e largou o lençol que ela tivera ocultado o corpo. Eles se abraçavam e beijavam calientemente. A chama sexual voltou a ser acesa. As suas pernas femininas calorosas se abriam para que o seu pênis pudesse penetrar. A vagina estava ficando suada e o pênis também devidamente ao excesso de ereção. Depois disso tudo voltava ao normal. Eles carimbaram o final feliz cheio de amor e sexo.

Conheçam o meu perfil

_Eu_

Ele é um silêncio, porém, implodido. As suas artes que vinculam ao próprio autor tão inusitado são Quinta, Sétima, Oitava e Nona há galáxias.

Não que os seus pensamentos se deixem de ser estáveis, pois ele é inspirado em várias personalidades.

Hoje (dia 03/09/09), ou melhor, no terceiro dia do mês de setembro, ele estava meio bukowski, escrevendo um conto que foge totalmente da nossa realidade.

Ereção oculta o uso de preservativos

O João que saiu do seu trabalho para a casa da sua ex-namorada. Eram cinco quilômetros ao domicílio dela que ele andava a pé. As pernas dele eram bem intensas, pois curtia diversos esportes, principalmente, o futebol.

Em outra parte, a Raquel, jornalista com diploma, que estava em casa, escrevendo seu primeiro livro, sobre o sexo como capaz de fertilizar inteligência. Era uma mulher de 28 anos, ruiva e capaz de ser atraída pelos homens, por carisma.

Finalmente, chegou à casa da Raquel, logo bateu a porta:

– Raquel! – Sou eu! – Gritou o João

– João? – Indagou a Raquel, assustada.

– Não está reconhecendo a minha voz? – Explodiu ele, mesmo inconformado com o término do seu namoro com ela.

– Por que não sai da minha vida? Fique no seu caminho, por favor! – Implorou desesperadamente ela.

– Não é por isso, minha querida. É que estou sentindo a falta de sexo. – Esclareceu ele.

– Aí, vá pegar uma garota de programa para que ela te goze! – Defendeu ela.

– Caso você não abra a porta, vou quebrá-la e pegar você. Está entendendo? – Alertou ele.

– Sim… – admitiu a Raquel, monossilábica.

– Olha só, pelo menos vamos acabar com a nossa excitação, depois vou embora e não reviro mais. – Prometeu ele.

– Hum… – Desconfiou ela, foi ela quem anunciou o fim do namoro com ele por não aguentar os ciúmes dele.

Como ela não tinha mais forças para resistir, deixou que ele entrasse e logo surpreendemente que eles trocassem beijos e abraços sólidos, se acabando fazendo amor, pela necessidade humana, por não terem feito sexo há um ano e dois meses.

Três meses depois, a Raquel anunciava que estava grávida de João porque estavam transando sem uso de preservativos no período fértil. O João desapareceu logo depois que sabia que era pai do bebê da Raquel, foi classificado como morto pela polícia depois de tanta investigação. No dia seguinte, se espelhavam as notícias de que o João foi achado descarnado no fusca dele que tinha parado na estrada menos visível em direção ao Rio de Janeiro pelos favelados. Pela perícia, a overdose de pílulas – consumidas na farmácia popular – para aliviar o estresse terminou com a vida dele.

Um conto meio doido.

Homem misterioso

O baixinho anda pelas ruas, até entrar no seu bar favorito e pede esquisitamente: Quero um refri, preferencialmente, coca-cola zero, por favor. O balconista atende ao pedido do misterioso enquanto ele olhando umas três mulheres que estão em direção ao próprio boêmio. E se aproxima de uma mulher, bem bonita, deve ter 28 anos e é loira: Gatinha, está a fim de receber uma trepada essa hora? Ela balança a cabeça enquanto ele termina o seu refri. Eles estão indo para o quarto onde o homem vive no hotel chamado Paraíso que fica bem na frente do bar, localizado, em Santa Maria. Ocasionalmente, ele coloca duas camisinhas no seu pênis para que fique mais seguro para não correr o risco de tornar portador de HIV ou pai. E fazendo amor ou sexo, não têm a noção de optar pelo qual destes.

Durante a sessão prazerosa, a mulher pergunta ao homem: Querido, como é o seu nome? Misterioso. Misterioso? Está dizendo sério? Sim, estou. Hum, que nome bonito apesar de me parecer estranho, meu querido. Vamos continuar aumentando nossa excitação. Querido? Sim? Quero contar uma coisa pra você. Não sou garota de programa. Por quê? Porque no bar onde você costuma frequentar eu apenas estava procurando por amor, pois me sentia carente. Entretanto, você me parece um homem maravilhoso. E já chegaste a pensar em casar comigo? O misterioso levanta a cabeça, em tom de responder sim. Dias depois, eles se casam informalmente e estão felizes pra sempre.