O livro de Luis Fernando Veríssimo no hotel Arpini

Depois da aula da Pós, justamente no dia do meu aniversário (de 30 anos), fui diretamente ao Hotel rio grandino denominado Arpini (optei por ficar em Rio Grande, pois tinha a aula bem cedo do dia seguinte para evitar o desgaste mental). Pude dizer que foi muito engraçado ficar num hotel no dia do meu aniversário, mas ao mesmo tempo muito legal.

Quando eu estava no meu quarto a ponto de me preparar para o banho, no entanto, recebi um torpedo da minha amiga dizendo:

Estamos aqui, desça. Beijos.

Respondi imediatamente: Vou descer. Beijos.

Tinha três pessoas me esperando: duas mulheres e um homem. Duas mulheres foram boazinhas comigo, menos o homem. Talvez ele não tivesse o mesmo olhar político delas, talvez o desejo delas de me ver fizesse ele se sentir arrastado até estar no meu hotel para cumprimentar um jovem acadêmico. Um embaraço evidente nele, sem sugestões para rever aquela atitude.

Diante delas, recebi abraços calorosos incessantes. Depois o homem fez questão de me abraçar – fiquem ligados, ele era fanático pela Fórmula 1.

Foram 32 minutos e 22 segundos de conversa porque estava muito tarde para eles, pois haviam vindo da faculdade também.

Depois dos abraços e beijos (para elas) distribuídos, subi até o meu quarto e fui logo ao banheiro.

Cheiroso e mais leve, atirei-me à cama e peguei meu livro que eu trouxe para me fazer companhia para exterminar o tédio: Comédias para se ler na escola, dado pela minha amiga, que era fã de Luis Fernando Veríssimo também.

Praticamente engolido o livro em uma hora e poucos minutos por mim, peguei no sono. A ideia de ficar num hotel foi o melhor momento de ter feito mais um ano de vida. Graças ao Veríssimo, acordei inacreditavelmente renovado.

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Amizade de ouro

Por Diogo Madeira

Tal Aniel. Tal mulher. Tal pessoa de sexo feminino. Ela é uma pessoa incomparável. Ela não é muito exposta à sociedade em razões da sua timidez (de acordo com ela). Leitora ávida, ela lê muitos livros e abastece suas ideias para o seu blog. Ela dirige, porém, sem paciência. Quando cheira engarrafamento, ela vai de ônibus para evitar o possível acidente, já que a impaciência a persegue desde que ela nasceu. Ela tem diploma de mestre. A sua dissertação fala sobre a existência das bruxas no Rio azul. Agradada, a banca examinadora sugere que ela a publique numa revista científica. Mas que ela ainda não publica por conta da preguiça (a melhor companheira da Aniel). O seu objeto preferido da casa é a sua poltrona, para dormir e ler um bom livro. Curiosamente, ela dorme com frequência na sua poltrona do que na sua cama. Segundo ela, a poltrona traz sonhos.  E a cama, ao contrário, só pesadelos. O seu dia a dia é muito agitado. Ela fica fora da casa a maior parte do tempo, ou seja, ela não sabe como ficar em casa por muito tempo. Talvez falta de hábito. Ela coleciona os filmes do Woody Allen e os livros do mesmo autor. No ponto de vista dela, o Allen é o único que tem capacidade de seduzir as  mulheres. Entretanto, não somente a sedução, a inteligência dele também acrescenta muito em mulheres. A exemplo de que a Diane Keaton que foi namorada dele faz sucesso na sua carreira de atriz graças ao Allen. Aniel não pensa em ser atriz, visto que ela não possui habilidades teatrais. Ela tem talento: caçar erros gramaticais em artigos e livros. Ela é formada em Letras. A paixão pela leitura a levou a esse curso. Além de craque em correção de textos, ela é insone, vive brigando com o sono. Mesmo com o parceiro na hora de fazer amor, conforme a revista científica afirma que a vida sexual faz a pessoa sentir sono, porém, a própria Aniel não. Uma baita estranheza. Mas ela está acostumada com a falta de sono. Ela é uma mera mulher como qualquer mulher, só que a sua inteligência é apreciável (pouquíssimas pessoas conseguem identifica-la). No dia do encontro com o seu amigo que ela não vê faz muito tempo, o encontro foi providenciado por eles através do facebook, a rede social imbatível nos últimos tempos. O encontro aconteceu na avenida mais movimentada, Dona Girafa. O seu amigo chegou primeiro e depois ela. Mas ele sabia que ela chegaria atrasada devido à longa distância. Eles foram ao restaurante para saciar o estômago. Depois trocaram os presentes alternativos, por fato de eles serem aficionados por literatura e cinema. Eles se conheceram na internet. A amizade deles completa cinco anos.  Eles se entendem muito bem quando se trata de assuntos complicados. A ideia do relacionamento, eles não cogitam, ou seja, não pensam nisto mesmo eles têm se correspondido com frequência. No restaurante, depois do desjejum, eles ficaram conversando até a lua entrar no lugar do sol – os restaurantes fecham à meia noite no Rio azul. Eles se despediram e tomaram caminhos diferentes. Ela foi à zona terrestre e ele à aquática. Eles pintaram uma amizade tão bonita. A amizade vale mais ouro que o dinheiro vivo.