Organismo concilitário

Em meio a praia cheia de banhistas, havia uma mulher morena. Tinha uma tatuagem no ombro direito, cujo detalhe chamava a atenção dos homens. Ela percorria muitos quilômetros até achar o espaço vazio, ou seja, onde não tinha banhistas. Ela se despiu do seu biquíni preto e o deixou na areia como se a folha caísse. A bela mulher enigmática se dirigia direto ao mar a ponto de amenizar o seu corpo aquecido pelo sol. A sua entrada se transformava em sons aquáticos. Ela mergulhou feito golfinho. De olhos fechados dentro do mar o lance de prender a respiração a fortalecia. De repente apareceu um homem moreno ao seu redor, que não era estranho para ela. Eles se aproximavam, bem prudentes. Nenhuma emissão de pronúncias, e o clima, apesar de estarem presos no mar, estava ficando quente. Os corpos se grudavam como se eles se abraçassem de medo. Ao ativar a excitação, eles se beijavam e introduziam a penetração orgástica. Os lábios grudados tornavam-se oxigênio natural, deixando os amantes aliviados das dores sentimentais.

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Gemas no lugar errado

No apartamento (para o proprietário muito precioso pela aparência arquitetônica), o jovem boêmio, cujo jeito dele lembrava o Woody Allen, mal agia tentando bater o ovo na frigideira, no entanto, sem sucesso (mais de doze tentativas).
Muitos ovos quebrados espalhados na cozinha.

Crack! Prac! Prec! Crackpracpreccrackpracprec, várias repetições sonoras enquanto o jovem tentava bater o ovo na frigideira.
Por outra parte, a mulher morena enfiada na poltrona lendo o livro “o ladrão de cadáveres agiotas”.

O jovem gritava da cozinha aos ouvidos da mulher:

– Não temos mais ovos, não consegui colocar um na frigideira porque todos foram colocados no lugar errado.

– No lugar errado? Como assim? – Perguntou a mulher que tirou os olhos da leitura como se escutasse o alarme.

– No chão. Sequer acertei um no alvo. Olha que eu tenho dificuldades para caminhar porque escorreguei muitas vezes enquanto eu tentava quebrar os ovos. – Explicou o boêmio.

– Deixa pra lá. Vamos comer os livros que compramos recentemente graças à existência dos sebos, que não machucam nossos bolsos e que nos fazem cheirar o mofo dos livros usados, o que é a culinária mais puta. Traga um rum pra nós bebermos.

Ele concordou. E eles foram à biblioteca interna com o rum retirado do balcão onde várias bebidas estavam.

Dois boêmios na chuva uruguaia

Dois chopps! – Pediu o jovem que usava gorro para lhe proteger do frio cruel ao garçom. E o outro jovem, usava paletó marrom e cachecol com três cores que lembravam a bandeira do Uruguai. Por que as mulheres que conhecíamos há pouco tempo estão demorando? – Indagou o jovem de gorro ao seu amigo. Talvez elas estejam a caminho, no entanto, a pé. – o seu amigo tranquilizava o sujeito de gorro. Cara, são 21h25min. Será que estamos no lugar errado? – Alertou o nervoso jovem de gorro ao seu amigo. Garçonete, gostaríamos de saber se este lugar possui outro filiado, do mesmo nome? – Perguntou o jovem de gorro, já que não tinha mais paciência com a demora das mulheres. Sim, tem outro, da mesma rua, fica a três ou quatro quadras daqui. Vocês devem sair daqui para a esquerda. – Respondeu docilmente a garçonete. Sério? – os boêmios emitiram a mesma expressão. Sim. – respondeu a garçonete ao estranhar a reação dos boêmios. Eles deixaram seus chopps e pagaram a conta. E foram embaixo da chuva uruguaia. A chuva assim lembrava o filme clássico “cantando na chuva”, pela intensidade poética da chuva. Dois boêmios foram dominados pela chuva, mas corriam alegres como se fugissem da polícia. Faltam duas quadras! – Avisou o boêmio ao seu amigo. Estou vendo! – O outro boêmio devolveu. O frio fazia parceria com a chuva. Juntos, deixaram a Montevidéu mais linda e atraente. Nessa noite fria, embaixo da chuva, o movimento era fraco, ou seja, poucas pessoas estavam na principal rua. Certamente o frio predominante era um bicho-papão para elas. Contudo, os bares e restaurantes estavam repletos de pessoas devido ao ambiente climático. O prato popular era, óbvio, parrilla, uma churrasqueira típica do Uruguai. Mas para os dois boêmios esse ambiente geográfico era muito parecido com o deles, pois eles moravam na fronteira entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai. Vamos chegar molhados – Previra o boêmio ao seu amigo. O mais importante é encontrarmos nossas amigas – Respondeu o seu amigo, amenizando o pavor. Chegaram ao restaurante do mesmo nome, mas as amigas não estavam (ou já tinham saído). Os dois boêmios tentavam falar com um garçom e perguntavam: viu duas mulheres que estavam aqui esperando por nós? Não vi não, ou seja, como eu ia saber? Porque antes havia muitas mulheres. As esperanças deles se foram. Eles voltaram à rua, desta vez, caminhando lentamente. Como vamos falar com elas? Nossos celulares estão sem sinal. – Tentava pensar numa forma de entrar em contato elas o jovem de gorro. Temos de achar um restaurante que tenha wifi que a gente poderia se comunicar com elas via internet pelo celular. – Sugeriu o jovem de paletó marrom. Depois de três restaurantes que deixavam eles frustrados, enfim encontravam um que tinha wifi. O jovem de paletó marrom que vivia concetado 24 horas à internet entrava no facebook por meio do seu celular para tentar falar com elas. A mulher estava on line no chat. Eles tinham de justificar a demora e a razão de estar no lugar errado a ela, a mulher aceitava a desculpa deles. E marcaram um novo encontro. No dia seguinte eles estavam no lugar errado mais uma vez – o mesmo nome do restaurante e o mesmo da rua que deixaram eles confusos. Eles se davam conta de que estavam no lugar errado graças à internet que acessavam para ver se o endereço do restaurante a mulher que lhes deu estava correto e foram correndo até o local combinado. Mas elas não estavam – os jovens não acreditavam que estavam no lugar errado outra vez. Incomunicáveis, eles se preparavam para voltar ao hotel, mas elas chegavam. Foram almoçar no restaurante sugerido pela mulher e conversavam muito. Quando a lua entrava, eles se despediram com muito regozijo. Eles voltavam ao hotel para pegar as malas e foram à rodoviária. Os jovens sentados no restaurante interno da rodoviária com o intuito de saciar a fome admitiam: Aquele acontecimento cômico merece ser registrado. A ociosidade deles em Montevídeo fez bem a eles, pois retornavam satisfeitos com o encontro com as duas mulheres que conheciam casualmente.

Marido burro

Numa noite lenitiva, longe da zona urbana, se encontrava uma cabana no meio da escuridão. Havia uma mulher sentada na cadeira, amarrada. A lâmpada, porém, pouco acesa, dificultando a visão da mulher. Apareciam três homens, no entanto, não saíram da sombra que cobria os rostos deles. A mulher desconfiava que esses homens fossem a estuprar, mas se enganou. Não vamos estuprar você e também não pretendemos machucar, pode ficar tranquila. – disse um dos três homens. Somos parentes do cara que está apaixonado por você. Por isso que imploramos que você se case com ele, visto que nosso primo está sofrendo – Acrescentou o outro homem misterioso. Antes de responder, a mulher tentava lembrar quem era esse “cara”, pois ela ficou com muitos homens desde a sua separação. Poderiam descrever esse cara para que eu possa lembrar? – Pediu a mulher mesmo não fazendo ideia do que era esse doente. Ele é magro, alto e tem olhos castanhos. – Um dos homens descreveu pacientemente. Carlos! – A mulher se lembrou. De acordo com a sua avaliação, ele era péssimo em cama e nem era romântico. Lembrou-se dele? – Indagou um dos homens. Sim. – Replicou a mulher. Então, pode nos falar, ou seja, você tem direito de falar o que pensa. – Sugeriu o homem que a havia indagado se lembrou do cara. A mulher ainda lutava contra a sua angústia desde a sua separação, embora tivesse aproveitado a sua liberdade para poder fazer o que quisesse. A mulher era jovem, tinha vinte e oito anos. Trabalhava como jornalista. E também professora universitária. A sua vida foi conturbada quando estava casada com o seu ex que sempre a maltratava, pois se sentia inferior a ela por não ter entrado na faculdade e sequer concluir o ensino médio. Bem… Acho que estou cansada das minhas aventuras eróticas. Já me decidi. Vou voltar pro meu marido burro. Tenho saudades de ser agredida por ele. – Respondeu confessamente a mulher. Os três homens ficaram pasmos e estranharam a decisão dela. E eles a levaram à casa dela. Mais tarde, Carlos que soube que a mulher por quem ele se apaixonava voltou ao ex, suicidou-se no seu quarto trancado no momento em que a sua família foi jantar fora. Por outro lado da cidade, ao mesmo tempo, o marido burro transava violentamente com a mulher. Eles tiveram um final asnático.

Me emocionei e você?

 Por Diogo Madeira

Eu não aguento ver a invisibilidade do escritor surdo Jorge L. Guimarães no meio do mundo dos surdos. Isso me dói, francamente. Tenha plena certeza que muitos surdos não sabem da origem dele, visto que a época dos anos 60 em que ele vivia, ainda não tinha internet. Aí a época dele era presa à ditadura. Talvez lá o compartilhamento de informações era restrito. E a editora (me é desconhecida) que publicou o livro não era de grande expressão. Por isso estou reforçando a importância do conteúdo dele (o livro “até onde o surdo vai”) que não foi divulgado o bastante. Vou repetir o que eu havia dito em outro texto: ele era o melhor de milhões de surdos que tentaram escrever literariamente porque Guimarães sabia se expressar na escrita, e porém, ao mesmo tempo, tinha se defendido das desavenças das pessoas a respeito do seu talento.

O que tem de interessante ele é a postura, sabendo lidar com todos os sentimentos em relação ao que caber a ele. Tenho me perguntado como ele conseguia mandar suas crônicas para o jornal O Globo. Até onde eu sei, este jornal é uma das principais referências de jornalismo na atualidade. Esses dias eu comentei disso com meus amigos. Eles também carregam a mesma dúvida que eu. Uma vez que a escassez de informações me deixa aflito, e estou tendo dificuldades para desvendar a origem dele. No Rio, eu indaguei aos meus amigos do Jorge, no entanto, nenhum deles questionados pôde ajudar, segundo ele, o Jorge é um elemento invisível. Ele tem razão. Para mim, ele é uma lagarta depois borboleta inalcançável. Ainda mais que eu me sinta na obrigação de colocar o escritor surdo na mídia a ponto de as pessoas saberem da sua caneta literária no meio do mundo dos surdos (não tenho a vontade de rotular cada surdo, tipo sinalizado, oralizado ou bilíngue porque não tenho querido perder meu tempo com isso).

…. p … par pa p

………….

O jovem boêmio parou de escrever na sua máquina de escrever.  Ele detestava do laptop, pois acreditava que a máquina de escrever o deixasse mais inspirado.

Amor? – chamou a sua esposa. Estou aqui, no meu escritório. – Respondeu o boêmio, eles moravam juntos, no entanto, de forma democrática, ou seja, não civilmente. Eles se conheceram numa festa. E eram apreciadores do amor livre. Ela trabalhava como roteirista de quadrinhos e o jovem tentava seguir a carreira de escritor. Eles eram surdos, porém, valorizavam a vida ao invés de ficarem presos numa única cultura (cultura surda).  Como está indo o seu livro? – Indagou a mulher. Devagar. Estou sem inspiração. – Replicou o jovem. Que tal nós cairmos fora pra tomar umas cevas até a inspiração te voltar? – Sugeriu a mulher. Por que não? Sorriu o jovem.

Amor, antes de sairmos, quero te mostrar uma coisa. O jovem pegou o livro extremamente amarelado que estava prestes a se despedaçar em razão da ação do tempo e estendeu-o à mulher: leia o prefácio do Jorge Bloch, que era grande camarada de Jorge. Eu tentei localizá-lo por meio do google, mas vi que numa notícia ele havia falecido faz tempão. Perdi essa oportunidade de obter as informações reais sobre o escritor surdo. Localizar a família dele é complicado, visto que lá no google não tem muita coisa. Vá para as últimas linhas, sugeriu o jovem.

Instruída, ao olhar para o jovem que estava aguardando a leitura dela, a mulher lia:

É uma simpatia ambulante, uma inteligência lúdica, um espírito de escólio. Quis que eu escrevesse algumas linhas para prefaciar seu livro, em que reune algumas de suas belas crônicas, de suas ideias limpídas, de seu ideal luminoso.

 

Basta que lhes conte um fato para que fiquem sabendo quem é.

 

Quando me procurou com seus artigos admiráveis eu observei:

 

– Jorge, se eu encontrar alguma coisa que eu considere errada, que eu considere imprópria, em seu livro, posso corrigir?

 

Jorge sorriu e com esse escrúpulo fabuloso, próprio de almas puras e privilegiadas, observou protestando:

– Mas se o senhor for emendar o meu livro… o livro não será mais meu!

 

Não toquei em nenhuma palavra, em nenhuma linha.

 

Não fiz nenhuma observação.

 

Só quero deixar aqui consignada a minha admiração por Jorge. Eu não diria que Jorge é um grande homem, apesar de sua surdez. Não. Talvez eu devesse dizer que ele é um homem admirável justamente por ser surdo. Por conservar dentro de sua alma generosa essa beleza, essa pureza, essa grandeza.

 

Todos os que lerem suas crônicas compreenderão o que quero dizer. Vocês verão que ele, feliz como é, jamais se preocupa com seu próprio problema. Reparem como vive o problema dos outros. Esse livro é um livro de bondade, de ternura, de luz, de compreensão.

 

Jorge, eu tenho um orgulho imenso de me considerar seu amigo. Como é que você sem ouvir consegue ouvir muita coisa?

A mulher, ao terminar de ler, ficou sem palavras. Você se emocionou? – Perguntou o jovem. Sim. – Respondeu aos prantos a mulher. Eu leio isso muitas vezes, e, desde então estou com essas palavras comoventes sobre o Jorge na minha cabeça. – Confessou o jovem. Você anda se inspirando nele para o seu livro, né? – Observou a mulher emocionada, ainda aos prantos. Ela deixou o livro, ainda aberto, no chão e conduzia o jovem para o quarto. Mudança de planos, em vez de irem no bar, eles foram fazer amor, celebrando o mistério de Jorge L. Guimarães.

Amizade de ouro

Por Diogo Madeira

Tal Aniel. Tal mulher. Tal pessoa de sexo feminino. Ela é uma pessoa incomparável. Ela não é muito exposta à sociedade em razões da sua timidez (de acordo com ela). Leitora ávida, ela lê muitos livros e abastece suas ideias para o seu blog. Ela dirige, porém, sem paciência. Quando cheira engarrafamento, ela vai de ônibus para evitar o possível acidente, já que a impaciência a persegue desde que ela nasceu. Ela tem diploma de mestre. A sua dissertação fala sobre a existência das bruxas no Rio azul. Agradada, a banca examinadora sugere que ela a publique numa revista científica. Mas que ela ainda não publica por conta da preguiça (a melhor companheira da Aniel). O seu objeto preferido da casa é a sua poltrona, para dormir e ler um bom livro. Curiosamente, ela dorme com frequência na sua poltrona do que na sua cama. Segundo ela, a poltrona traz sonhos.  E a cama, ao contrário, só pesadelos. O seu dia a dia é muito agitado. Ela fica fora da casa a maior parte do tempo, ou seja, ela não sabe como ficar em casa por muito tempo. Talvez falta de hábito. Ela coleciona os filmes do Woody Allen e os livros do mesmo autor. No ponto de vista dela, o Allen é o único que tem capacidade de seduzir as  mulheres. Entretanto, não somente a sedução, a inteligência dele também acrescenta muito em mulheres. A exemplo de que a Diane Keaton que foi namorada dele faz sucesso na sua carreira de atriz graças ao Allen. Aniel não pensa em ser atriz, visto que ela não possui habilidades teatrais. Ela tem talento: caçar erros gramaticais em artigos e livros. Ela é formada em Letras. A paixão pela leitura a levou a esse curso. Além de craque em correção de textos, ela é insone, vive brigando com o sono. Mesmo com o parceiro na hora de fazer amor, conforme a revista científica afirma que a vida sexual faz a pessoa sentir sono, porém, a própria Aniel não. Uma baita estranheza. Mas ela está acostumada com a falta de sono. Ela é uma mera mulher como qualquer mulher, só que a sua inteligência é apreciável (pouquíssimas pessoas conseguem identifica-la). No dia do encontro com o seu amigo que ela não vê faz muito tempo, o encontro foi providenciado por eles através do facebook, a rede social imbatível nos últimos tempos. O encontro aconteceu na avenida mais movimentada, Dona Girafa. O seu amigo chegou primeiro e depois ela. Mas ele sabia que ela chegaria atrasada devido à longa distância. Eles foram ao restaurante para saciar o estômago. Depois trocaram os presentes alternativos, por fato de eles serem aficionados por literatura e cinema. Eles se conheceram na internet. A amizade deles completa cinco anos.  Eles se entendem muito bem quando se trata de assuntos complicados. A ideia do relacionamento, eles não cogitam, ou seja, não pensam nisto mesmo eles têm se correspondido com frequência. No restaurante, depois do desjejum, eles ficaram conversando até a lua entrar no lugar do sol – os restaurantes fecham à meia noite no Rio azul. Eles se despediram e tomaram caminhos diferentes. Ela foi à zona terrestre e ele à aquática. Eles pintaram uma amizade tão bonita. A amizade vale mais ouro que o dinheiro vivo.

Ejaculação

Eles eram amigos íntimos, ou seja, se conheceram através da internet. Três anos de amizade virtual. No certo momento, enfim pessoal, eles conversavam a respeito da saúde:

Diana: Fui ao médico para fazer tratamento. Tipo ejacular.

Mattos: Ejacular? Acho que não estou entendendo. Reformule sua expressão, por favor.

Diana: E…jacular.

Mattos: Ejacular? Mas o homem só pode fazer.

Diana: Ah, evacuar, foi difícil exprimir este verbo.

Mattos: Ahhhh! Saquei! Mas o tratamento para quê?

Diana: Ah, o tratamento ajuda a parar o sangramento.

Mattos: Hum, entendi. Bem, posso fazer uma pergunta pessoal, digo, uma questão entre nós?

Diana: Pode. Pergunte.

Mattos: Mesmo assim existe a possibilidade de nós nos acasalarmos? Peço desculpas se te ofendi.

Diana: Capaz! Não me ofendo, meu querido. Que tal vamos agora?

Mattos: Agora? Hum… acho que não é uma boa ideia. Porque somos amigos íntimos.

Diana: Por quê? Mas a amizade pode prezar o amor.

Mattos: Ok, porque estou sem preservativos.

Diana: Ora, tenho muitos aqui. Vamos?

Mattos: Ah, perfeito! Vamos!

Enquanto a escuridão no quarto, os amantes faziam intensamente amor. Cheio de amor. Cheio de ereção. Meses depois, a Diana se recuperava de que estava doente rapidamente, e o Mattos não pôde criar filhos por ejaculação insuficiente. Apesar disso, eles viveram felizes pra sempre, porém, continuavam amigos íntimos.