Taty e Lollo

Era uma vez a Taty era uma mulher japonesa mas simpática. Ela estava a caminho do apê do seu namorado.

De repente, uma vaca apareceu ao seu lado e disse:

– Oi! Você sabe onde fica a Lollópolis? – Perguntou a vaca.

– Nossa! Você fala? Olha, eu não sei nada do que você disse, ou seja, nunca ouvi falar da Lollópolis. – Replicou a Taty, surpresa com a ocasião da vaca.

– Ah, perguntei à pessoa errada. – Se lamentou a vaca.

– Como você se chama? – Indagou a curiosa Taty.

– Me chamo Lollo. – Respondeu a vaca falante.

– Lollo? Que nome bem familiar! – Se animou a Taty.

– Sou produtora de barras de chocolate. – Explicou a vaca.

– Uau! – Se admirou a Taty.

Ao se preparar pra sair, a Vaca estendeu quatro barras de chocolate como agradecimento à Taty. Elas se despediram e trocaram gestos carinhosos.

A vaca foi embora na direção contrária e a Taty ao apê do seu namorado mesmo atrasada.

Mas o seu namorado não acreditava na história da Lollo que ela contou.

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Dois boêmios na chuva uruguaia

Dois chopps! – Pediu o jovem que usava gorro para lhe proteger do frio cruel ao garçom. E o outro jovem, usava paletó marrom e cachecol com três cores que lembravam a bandeira do Uruguai. Por que as mulheres que conhecíamos há pouco tempo estão demorando? – Indagou o jovem de gorro ao seu amigo. Talvez elas estejam a caminho, no entanto, a pé. – o seu amigo tranquilizava o sujeito de gorro. Cara, são 21h25min. Será que estamos no lugar errado? – Alertou o nervoso jovem de gorro ao seu amigo. Garçonete, gostaríamos de saber se este lugar possui outro filiado, do mesmo nome? – Perguntou o jovem de gorro, já que não tinha mais paciência com a demora das mulheres. Sim, tem outro, da mesma rua, fica a três ou quatro quadras daqui. Vocês devem sair daqui para a esquerda. – Respondeu docilmente a garçonete. Sério? – os boêmios emitiram a mesma expressão. Sim. – respondeu a garçonete ao estranhar a reação dos boêmios. Eles deixaram seus chopps e pagaram a conta. E foram embaixo da chuva uruguaia. A chuva assim lembrava o filme clássico “cantando na chuva”, pela intensidade poética da chuva. Dois boêmios foram dominados pela chuva, mas corriam alegres como se fugissem da polícia. Faltam duas quadras! – Avisou o boêmio ao seu amigo. Estou vendo! – O outro boêmio devolveu. O frio fazia parceria com a chuva. Juntos, deixaram a Montevidéu mais linda e atraente. Nessa noite fria, embaixo da chuva, o movimento era fraco, ou seja, poucas pessoas estavam na principal rua. Certamente o frio predominante era um bicho-papão para elas. Contudo, os bares e restaurantes estavam repletos de pessoas devido ao ambiente climático. O prato popular era, óbvio, parrilla, uma churrasqueira típica do Uruguai. Mas para os dois boêmios esse ambiente geográfico era muito parecido com o deles, pois eles moravam na fronteira entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai. Vamos chegar molhados – Previra o boêmio ao seu amigo. O mais importante é encontrarmos nossas amigas – Respondeu o seu amigo, amenizando o pavor. Chegaram ao restaurante do mesmo nome, mas as amigas não estavam (ou já tinham saído). Os dois boêmios tentavam falar com um garçom e perguntavam: viu duas mulheres que estavam aqui esperando por nós? Não vi não, ou seja, como eu ia saber? Porque antes havia muitas mulheres. As esperanças deles se foram. Eles voltaram à rua, desta vez, caminhando lentamente. Como vamos falar com elas? Nossos celulares estão sem sinal. – Tentava pensar numa forma de entrar em contato elas o jovem de gorro. Temos de achar um restaurante que tenha wifi que a gente poderia se comunicar com elas via internet pelo celular. – Sugeriu o jovem de paletó marrom. Depois de três restaurantes que deixavam eles frustrados, enfim encontravam um que tinha wifi. O jovem de paletó marrom que vivia concetado 24 horas à internet entrava no facebook por meio do seu celular para tentar falar com elas. A mulher estava on line no chat. Eles tinham de justificar a demora e a razão de estar no lugar errado a ela, a mulher aceitava a desculpa deles. E marcaram um novo encontro. No dia seguinte eles estavam no lugar errado mais uma vez – o mesmo nome do restaurante e o mesmo da rua que deixaram eles confusos. Eles se davam conta de que estavam no lugar errado graças à internet que acessavam para ver se o endereço do restaurante a mulher que lhes deu estava correto e foram correndo até o local combinado. Mas elas não estavam – os jovens não acreditavam que estavam no lugar errado outra vez. Incomunicáveis, eles se preparavam para voltar ao hotel, mas elas chegavam. Foram almoçar no restaurante sugerido pela mulher e conversavam muito. Quando a lua entrava, eles se despediram com muito regozijo. Eles voltavam ao hotel para pegar as malas e foram à rodoviária. Os jovens sentados no restaurante interno da rodoviária com o intuito de saciar a fome admitiam: Aquele acontecimento cômico merece ser registrado. A ociosidade deles em Montevídeo fez bem a eles, pois retornavam satisfeitos com o encontro com as duas mulheres que conheciam casualmente.

A estrada

    A estrada é uma coisa infinita significativamente conforme muitas pessoas acreditam. Ela nos abre várias linhas, bem parecidas com as do mundo do Pac-Man, um jogo marcante dos anos 80. Nem todas são seguras, o que resta a prevenir a morte é a cabeça do condutor em referência à consciência. Para mochileiros a estrada é um ponto atrativo em razão da assimilação de culturas distritais além das paradas gastronômicas (que preparam comidas caseiras, aquelas façanhas da zona rural). Os sinônimos de estrada são prazer, estresse, aventura, sofrimento, violência e amor. É equivocado se dizer que a estrada é cansativa e tampouco agradável, uma questão que pode ser definida de acordo com o olhar do viajante. Os termos mais constantes em estradas são cansaço e estresse quando o assunto é trabalho, cujo fato é inegável. O mochileiro, diferente do trabalhador, tem a liberdade de viajar pra onde quiser com o intuito de buscar novos conhecimentos regionais e colher dados para o seu exercício acadêmico.

    No dia 16 de outubro, um dia excessivamente ensolarado, o rapaz caminha a quilômetros a fim de conseguir carona – conduzindo o seu braço pra cima como sinal de carona. Com a mochila nas costas, de roupas leves e tênis All Star, uma marca que engloba frequentemente, o rapaz é mestrando em História da Literatura – está escrevendo uma dissertação, o título é as estradas são irmãs da Literatura. Finalmente o carro para ao lado dele, indicando que atende ao pedido do rapaz:

– Ô garoto, pra onde você vai? – Perguntou o motorista com a aparência de empresário por causa do que está vestido (usa o terno).

– Pra qualquer lugar. Digamos, depende de você. – Replicou o jovem.

– Vou para a Colônia Maciel para visitar a minha mãe. – Esclareceu o motorista.

– Maravilha! Dá pra eu descer antes de você ir pra o destino decidido. – Aceitou o jovem, que estava prestes a entrar no carro.

Hoje está muito quente, não é? Bom, o que você faz? – Começou a puxar um papo o motorista ao passo que dirige o carro em direção à Colônia Maciel.

É verdade. Sou mestrando em História da Literatura. – Respondeu timidamente o jovem.

Que bacana rapaz! Você tem futuro! Eu sou um empresário e larguei os estudos quando eu estava prestes a concluir o Ensino Médio. Mas mesmo assim estou bem financeiramente. – Explicou o motorista ao jovem.

Sei como é. O problema é que eu não sei parar de estudar. Vivo andando pelas estradas porque gosto de explorar tais coisas exóticas. – Compartilhou o jovem com o motorista.

Estamos perto da Colônia Maciel e pode me dizer onde vai descer, ok? – Alertou o motorista.

Pode ser aquele lugar que tem matos – Apontou para o lugar detalhado o jovem.

  Após trocarem os cumprimentos, o jovem caminha até o Templo das Águas onde ele vai passar pelo menos uma semana para terminar a sua dissertação. Ele decide manter o título da dissertação, pois entende que a estrada lhe traz inúmeras inspirações.

Marido burro

Numa noite lenitiva, longe da zona urbana, se encontrava uma cabana no meio da escuridão. Havia uma mulher sentada na cadeira, amarrada. A lâmpada, porém, pouco acesa, dificultando a visão da mulher. Apareciam três homens, no entanto, não saíram da sombra que cobria os rostos deles. A mulher desconfiava que esses homens fossem a estuprar, mas se enganou. Não vamos estuprar você e também não pretendemos machucar, pode ficar tranquila. – disse um dos três homens. Somos parentes do cara que está apaixonado por você. Por isso que imploramos que você se case com ele, visto que nosso primo está sofrendo – Acrescentou o outro homem misterioso. Antes de responder, a mulher tentava lembrar quem era esse “cara”, pois ela ficou com muitos homens desde a sua separação. Poderiam descrever esse cara para que eu possa lembrar? – Pediu a mulher mesmo não fazendo ideia do que era esse doente. Ele é magro, alto e tem olhos castanhos. – Um dos homens descreveu pacientemente. Carlos! – A mulher se lembrou. De acordo com a sua avaliação, ele era péssimo em cama e nem era romântico. Lembrou-se dele? – Indagou um dos homens. Sim. – Replicou a mulher. Então, pode nos falar, ou seja, você tem direito de falar o que pensa. – Sugeriu o homem que a havia indagado se lembrou do cara. A mulher ainda lutava contra a sua angústia desde a sua separação, embora tivesse aproveitado a sua liberdade para poder fazer o que quisesse. A mulher era jovem, tinha vinte e oito anos. Trabalhava como jornalista. E também professora universitária. A sua vida foi conturbada quando estava casada com o seu ex que sempre a maltratava, pois se sentia inferior a ela por não ter entrado na faculdade e sequer concluir o ensino médio. Bem… Acho que estou cansada das minhas aventuras eróticas. Já me decidi. Vou voltar pro meu marido burro. Tenho saudades de ser agredida por ele. – Respondeu confessamente a mulher. Os três homens ficaram pasmos e estranharam a decisão dela. E eles a levaram à casa dela. Mais tarde, Carlos que soube que a mulher por quem ele se apaixonava voltou ao ex, suicidou-se no seu quarto trancado no momento em que a sua família foi jantar fora. Por outro lado da cidade, ao mesmo tempo, o marido burro transava violentamente com a mulher. Eles tiveram um final asnático.

Conquanto

Conquanto… Conquanto? Interrompe-se o jovem escritor ao escrever na máquina de escrever. Embora? Não, porque não posso repetir essa preposição. Sim, conquanto. Ele coloca depois de pensar por mais de dez minutos. A organização das palavras é braba, admite o jovem enquanto toma a sua bohemia. Isso é igual à cirurgia plástica. Ele afirma arquitetonicamente, ao imaginar uma mulher, a introdução é o rosto feminino, o desenvolvimento é o corpo e a conclusão é a vagina. A revisão, sobretudo, é o amor. Porque essa base permite mais canetas, quer dizer, cama. Conquanto a mulher ceda as pernas ao parceiro se estiver plenamente apaixonada, o autor soube como lidar com o desligamento sentimental porque ele tem experiência em mulheres que foram comidas, no entanto, desde que tenha diálogo constante (e dócil) para acelerar a excitação. Enfim, parágrafo fechado, o jovem escritor comemora por conseguir terminar o primeiro parágrafo depois de muitos dias tentando concluir e muitas folhas amassadas no lixo. Ele compara o primeiro parágrafo ao parir o bebê, o que é mais tenso. Acho que estou apaixonado por conquanto, ele diz a si próprio ao se preparar para ir para a cama que o cansaço o manda. Conquanto, casa comigo? O jovem escritor imagina alegremente contemplando a sua bohemia vazia. Quando eu tiver um bichinho de estimação, vou batizá-lo de conquanto, pensa ele enquanto se encaminha para a cama.