Feliz dia, intérpretes e tradutores!

Por Diogo Madeira

O dia 30 de setembro lhes lembra o dia internacional do tradutor. Como nós sabemos que esta data comemorativa é lembrada somente por quem exerce a função de tradutor ou conhece os profissionais. A verdade é não. Esta data é muito peculiar para nós, visto que somos intérpretes, no entanto, de forma ocasional. Nós interpretamos os textos e também o que aparece. Ok. Mas que estou me referindo à profissão digna que eles têm de extremo especial, ou seja, aos que desempenham o papel de tradutor de língua espaço visual. Eu posso denominar esse emprego de risco profissional além de lhes dar satisfação e valorização. O risco profissional certamente se contempla em várias situações. Um delas é a LER, a abreviatura de Lesão por esforço repetitivo, uma doença incurável que eclode somente em casos de excesso de trabalhos específicos para fazer a tradução para a Libras, para quem deseja saber, é a língua brasileira de sinais. Querem saber como foi a minha sensação de ver pela primeira vez na minha vida o profissional interpretando? Ok, eu me asseguro que foi um incidente muito engraçado porque eu vi com meus próprios olhos essa ação num congresso voltado para a educação de surdos, em São Paulo quando eu tinha, conforme a minha memória, dezenove anos. Infelizmente eu não conseguia me aproximar do que foi falado (ou melhor, interpretado), por eu me considerar, naquela época, um zero esquerda, quer dizer, leigo em Libras. Mas tempos depois, a minha Libras se constituiu graças ao meu convívio cotidiano com os que usam a língua de sinais e passei a não me perder mais no que o profissional interpretou. Por mais que eu deva lhes dizer, a presença do intérprete não é um milagre, sim um meio para que o surdo possa se informar melhor em virtudes de palestras e aulas. Ainda assim, eu condeno quem prefere sufocar o profissional, ou seja, quem ignora o descanso implorado por intérprete, para evitar lesões físicas e mentais, embora as informações significativas cheguem ao conhecimento do ignorante. Peço que vocês leitores propalem esta data comemorativa. Para fechar o meu texto com satisfação, eu tenho o prazer de dar os meus parabéns sinceros e contagiar meu regozijo por existência da profissão deleitável aos profissionais pelo dia peculiar.

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Um comentário sobre “Feliz dia, intérpretes e tradutores!

  1. Reconhecer os desafios e a falta de reconhecimento do profissional ajuda E MUITO a valorizar essas pessoas!

    Obrigada pela lembrança e um beijo carinhoso.

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